ITINERÂNCIA: UMA VOZ DA RESISTÊNCIA

Posted by in Artigos

Há uma voz que ainda clama do deserto, não o deserto de João Baptista que chamou a todos ao arrependimento, mas ,uma voz que ecoa ao nosso derredor, chamando a todos a uma retomada de consciência diante daquilo que somos diante de Deus PAI e de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Não há como conceber nos tempos atuais e quase findos, pessoas conhecedoras da Palavra fundamentada por Jesus Cristo ainda tendo comportamentos levianos e como se leigos fossem  atuando de forma descaracterizadora e por vezes intencional indo na contramão de todo um ensinamento e do sacrifício feito por Jesus na cruz do calvário, em que pese os comportamentos não condizentes com o perfil de um verdadeiro seguidor de Cristo, a partir dos orgulhos, dos olhares maledicentes, dos sentimentos de inveja, das falácias maldias, dos comportamentos anti-éticos, dos esconderes por trás de cortinas teológicas, das idolatrias, dos falsos testemunhos, do amor exacerbado pelo dinheiro, dos mal tratos verbais, da ignorância comportamental e tudo isso ocorrendo no âmbito das igrejas, a partir daquele que deveria ser exemplo, apascentador, cuidador, e sem o menor sentimento de culpa a partir de desculpas incoerentes e facciosas fazem prevalecer prerrogativas ilícitas usando de uma posição que impõe o dever de ser conforme o fundamento da Palavra Sagrada.

Há uma voz que clama do deserto, deserto esse que é a verdadeira universidade formadora do caráter cristão, onde se aprende os verdadeiros valores cristãos a partir do entendimento dos porquês de nossa própria existência, os planos de Deus na vida de cada um, o posicionar-se no degrau da humildade onde a partir desse degrau concebe-se toda uma sabedoria a partir do mover do Espírito Santo, o vislumbrar da verdadeira vida a  partir das renúncias às coisas do mundo, o descer à Casa do Oleiro para ser moldado como vaso de honra, o respeito ao Evangelho, a luta diária contra as investidas do inimigo, a valorização do Verbo, o assimilar da nossa condição de servos e a necessidade de sermos instrumentos em prol da causa do Reino dos Céus, e tudo isso e muito mais elencados num apanhado de conhecimento que só se aprende quando verdadeiramente nos colocamos na posição de fiéis seguidores da vontade do Criador, onde a partir daí, recebemos o Diploma de Formação de Deserto, ensino este primordial para quem aspira uma oportunidade de obtenção da Salvação Espiritual e o ingresso num lugar próximo Àquele que nos resgatou com o próprio sacrifício em prol de uma justificação perante a Lei de Deus: Jesus Cristo.

A verdade é nua e cruel, mas, nos dias atuais não se pode dizer que ao olhar no espelho se vê a própria imagem, pelo contrário, a imagem vista é outra, totalmente deturpada, deformada, rasgada no âmago de cima abaixo onde o sentido não faz tanta diferença por conta da inexatidão de referência própria por ter se deixado perder pelos caminhos fáceis oferecidos pelo mundo.

Ultimamente está em pauta o ministério itinerante, na pessoa de um pastor ou bispo, sendo questionada a legitimidade ante a não existência de uma denominação fixa.

Pergunta-se, por exemplo, se há obrigatoriedade de fidelidade a certas doutrinas implantadas nas igrejas, da origem desses pastores, quem os ungiu/ consagrou,  e quem seriam as ovelhas desses ministros, uma vez que o entendimento é de que pastor deve ser  literalmente preso  a uma igreja pré-determinada.

Reconheço que em muitos casos encontramos ilicitudes, espertezas e coisas infundadas, e de forma clara acabam por manchar o que deveria ser obra séria e respeitosa, por ter caráter espiritual.

Antes de qualquer coisa, quero deixar claro que não tenho quaisquer intenções de mudar vertentes de pensamentos, mesmo porque, não sou o dono da verdade, e esclareço e afirmo aqui que sou sim, Pastor, até então itinerante, e de forma alguma me vejo na contramão dos ensinamentos bíblicos, pelo contrário, sou um Pastor de origem Assembleiana, por ter sido reconhecido por 02 bispos de locais distantes e de diferentes denominações e consagrado/ ungido por um Bispo da Assembléia de Deus, líder e presidente de uma Convenção de Igrejas Pentecostais, e após ter sido analisado, testado e aprovado fui apresentado diante de uma assembléia de bispos e pastores, ocasião em que recebi a unção pastoral, mesmo não pertencendo a uma denominação específica, e/ ou seguidor de quaisquer doutrinas, a não ser a doutrina constante na Bíblia Sagrada, devidamente fundamentada por nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Esclareço a quem interessar que à época, expus ao Bispo a minha situação de não poder estar presente de forma contínua a frente de uma igreja, tendo em vista a natureza do meu trabalho secular onde obrigatoriamente permaneço 14 dias trabalhando em plataformas na Bacia de Campos, e de forma alguma me sentia a vontade em estar a frente de uma igreja não estando presente de forma contínua, o que prontamente me foi dito que não cabia a mim a decisão de questionar a vontade de nosso Senhor, sendo a mim dado o ministério pastoral para desenvolvimento itinerante para a honra e glória de nosso Senhor Deus PAI.

Ainda sim, busquei em outros lugares obter posicionamentos à cerca do que ocorrera comigo, e me foi confirmado a unção pastoral e que deveria ser aceito e seguido até que  me fosse dado a permissão de estar a frente de uma igreja de forma definitiva, o que para mim foi uma surpresa, porém não me coloquei contra a vontade dos céus.

Atualmente como Bispo também consagrado/ ungido por um Apóstolo, obtive também as mesmas respostas obtidas anteriormente através dos Bispos, e hoje, desenvolvo o Ministério Apostólico, onde visito as Igrejas, locais e pessoas que necessitam de uma palavra, palavra essa calcada na essência do ensinamento fundamentado por Jesus Cristo, e de forma veemente, afirmo que nada cobro e nada recebo de igrejas ou pessoa alguma, mesmo porque não me é permitido pelo Espírito Santo de Deus cobrar quaisquer quantias, porquanto a obra me foi dada, e tudo quanto recebi através do Espírito Santo foi de graça e de graça dou para os que necessitam e querem realmente receber a verdadeira palavra.

Não aceito um só centavo, seja a título do que for, aliás, o meu emprego ( Petrobrás ) me paga o suficiente para o meu sustento e o de minha família, faltando pouco tempo para a minha aposentadoria onde espero ansioso pela permissão advinda através do Espírito Santo de poder abrir uma Casa de Oração genuinamente cristã, sem vícios, sem doutrinas humanas, sem mercantilismos, sem interesses escusos, sem lavagens de dinheiro ou quaisquer atividades que não estejam alinhadas com o que nosso Senhor Jesus Cristo no deixou como doutrina e exemplo.

Sou cristão convicto e sabedor dos meus direitos e deveres diante da Palavra Sagrada, e de forma alguma aceito e/ ou recebo rótulos indiscriminados por justamente me manter na posição que devo estar diante do Deus a quem sirvo e do ensinamento que reconheço como único e puro constante na Bíblia.

Às vezes, me perguntam quem são as minhas ovelhas, e nessa oportunidade respondo que são todos aqueles que foram e são discriminados, aqueles que se desviaram por terem observado erros gritantes, para não dizer heresias e idolatrias, aqueles que tendo se afastado das igrejas não foram procurados por seus pastores, aqueles que gritam com sede pela Palavra e só recebem promessas sem fundamentos, ovelhas que se perderam do rebanho e sequer tiveram a chance de serem procuradas/ buscadas por quem quer que fossem, pessoas que ainda têm dúvidas e não encontram respostas adequadas que preencham a lacuna de suas ansiedades, pessoas que tentam falar da Palavra, mas, por falta de preparo acabam por ensinar contrariamente ao que preceitua a verdadeira doutrina cristã, pessoas que não agüentam mais os escândalos e as vergonhas que vêm à tona através de atos impensados por conta dos que se intitulam líderes de denominações, e toda sorte de pessoas que encontro pelas ruas, pelas estradas, que demonstram um interesse fantástico por conhecer a verdade da vontade de Deus e infelizmente não encontram, justamente pela falta de interesse de quem deveria ir buscá-las para honra e glória de nosso Senhor Deus PAI e do Seu Santo Reino.

Por tudo isso, sou sim, um Pastor itinerante, trabalhando em prol da obra de nosso Senhor, e ao mesmo tempo me sustentando com o meu trabalho secular, exatamente para não ser mais um desses espertalhões que usam e abusam da posição eclesiástica que detém e por conta disso acabam por achacar pessoas que mal possuem o próprio sustento, pessoas que ignoram o que a Palavra determina e concede, e muitas das vezes distorcem para atender a propósitos próprios, a ganância por ganhar dinheiro e muitas vezes de forma ilícita e fraudulenta, pessoas sem o mínimo de escrúpulo quando o assunto é prosperidade a qualquer preço.

As minhas ovelhas são aquelas que não podem bancar a luxúria e a ganância de uns poucos “donos” de igrejas, pessoas doentes espiritualmente que não têm o apoio e a cobertura espiritual necessária e que certamente dariam muito trabalho para quem não deseja o verdadeiro trabalho, a verdadeira obra que nos foi legada por nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

As minhas ovelhas são as banidas, as insultadas, as envergonhadas, as açoitadas, as acovardadas, as lesadas, as esquecidas, as enterradas vivas pelo próprio líder.

Há uma voz que clama do deserto por um tempo. Tempo de reconhecimento, tempo de arrependimento, não o arrependimento propalado por João Baptista, mas, o arrependimento de quem sabe e conhece os deveres e não os cumpre,  de quem não observa o enviado dos céus que  está à porta, e por acolher quem espreita com desejos vazios.

É tempo de arrependimento à luz da única razão de existir, de ser o diferencial à Luz da Palavra, de ser verdadeiramente exemplo sem ser perfeito, de ser um caminho para tantos que buscam pelo porto seguro, único caminho, verdade e vida.

Que possamos de uma vez por todas, banirmos o que não provém de Deus e do Seu Espírito Santo. Que possamos acordar a tempo, e no tempo de Deus abrirmos mão do tempo que achamos ser nosso, e no tempo dEle labutarmos em prol da verdade imutável que nos mantém vivos e acesos sob o cajado do verdadeiro Pastor.

A verdade liberta e é com essa liberdade que devemos caminhar, sem olhar para a esquerda, sem olhar para a direita e sem olhar para trás, porque aquele que pega no arado deve seguir sempre em frente sempre na busca pelo novo, novidade que se faz presente no coração que mantém a fé, mesmo sabendo que jamais verá o que não lhe for permitido, fé que faz crescer a noção de vida, fé que emudece as vozes sombrias, fé que alimenta e conduz ao verdadeiro pôr do sol à luz do infinito que é o próprio Deus.

Sou sim, um Pastor itinerante, até então, Bispo de uma congregação de perdidos e aflitos por conhecerem a verdadeira Palavra, apenas um entre tantos outros que procura levar ao conhecimento do verdadeiro caminho, verdade e vida: Jesus Cristo. Pessoas ovelhas que tão somente pedem por uma oportunidade de conhecer o que jamais conheceram. Pessoas que clamam por uma oportunidade: a Salvação.

Clamo aos céus pelo inundar da verdadeira sabedoria e visão espirituais sobre aqueles que ainda não conseguem vislumbrar o que está a volta de si próprios, e que o abrir dos olhos ocorra antes que o tempo acabe.

Que a PAZ de nosso Senhor esteja sobre todos indistintamente.

Amém. – (Bp Jurandir Argôlo)

“O Senhor te abençoe e te guarde:

O Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti.

O Senhor sobre ti levante o seu rosto, e te dê a paz.”  (Nm 6:24-26)