LINHAS PARA REFLEXÃO

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Vivemos em tempos difíceis, tempos esses não estranhos ao nosso conhecimento, uma vez que tudo quanto ocorre ao nosso derredor já fora previsto e escrito nas Escrituras Sagradas, não cabendo a nenhum de nós quaisquer atos de estado de surpresa ou mesmo alegações de desconhecimento. O que ocorre, concorre com os atos que infelizmente estamos cometendo, ou deixando de cometer por conta de um “ato de contrição” a partir do qual tentamos nos eximir das culpas que recaem sobre nossos lombos, e que por conveniência pedimos a Deus PAI o perdão do que poderia ser evitado ou minorado, caso tomássemos as atitudes necessárias frente ao que surge como onda desagregadora acobertada pelo modernismo doutrinário.

 Enquanto esperamos por algo, um acontecer que seja, para salvar o que poderíamos ter salvo, observamos que a prudência que achávamos possuir se mostra inútil diante das armadilhas de um inimigo astuto e voraz, e ainda sim, conhecedores de tais ciladas, ficamos com ares de perplexidade e nada fazemos num agora  complicado que se delicia, por conta da falta de efetiva presença diante de Deus para o cumprir daquilo que é a ordenação / vontade dEle.

De certo que o Senhor irá pedir conta do ministério que foi confiado a cada um dos chamados e escolhidos e que por escolha própria, deixou a “maré” governar a vida inteira, de forma aleatória, sem visão e sem condução adequada.

 Deus irá cobrar todos esses anos de sacerdócio, onde a morte espiritual campeia, e acabou por culminar nos desvios que se observam no seio da eclésia, a partir dos novos  “talentos” que tomam lugar e impõem suas vestes doutrinárias.

A verdadeira verdade considera o homem morto, porque Deus nos deu uma última chance, mas, por conta da imprudência não se vislumbrou o presente a partir do ocorrido no passado e consequentemente o futuro se tornou cada vez mais comprometido e obscuro.

 O verdadeiro cristão não tem que se preocupar em como conquistar a casa celestial, mas, sim,  em viver o maior tempo possível em espírito e verdade para fazer o maior estrago para o inimigo, através de obras, segundo a  Palavra fundamentada, provando desta forma ao Senhor o valor que se tem, tornando-se digno das Suas promessas.

O verdadeiro exame de consciência deve mostrar que o sacerdócio é um dom, e um dom não é algo para ser tratado de forma insana e aleatoriamente humana, mas, com o espírito contrito e voltado para as coisas de Deus, abrindo- se mão das mortalhas que impedem o  homem de ser mais próximo de nosso Senhor.

 Certamente que se deveria ter morrido para o mundo, mas muitos ainda não morreram para o mundo, e não sabem o que estão fazendo no seio da Igreja e/ ou no sacerdócio, burlando de certa forma os desígnios do PAI, achando que servem ao Céu,  fechando as próprias portas e as de outrens

A esperança cristã deve ser voltada para o Céu, mas, agora o que se vê, é  gente a espera de coisas infundadas, de promessas descabidas, que nada se assemelha aos ensinamentos constantes na Bíblia.

 Existem conversões fulminantes, mas, baseadas em perspectivas humanas e não espirituais, e tudo por conta de doutrinas inflamatórias de cunho material, a partir de promessas aquisitivas imediatistas e salvações à base de trocas e favores.

Para ser um verdadeiro cristão faz-se necessário o abraçar da cruz, pois, sem ela, não há sacrifício, não há resgate, não há salvação.

Não se pode transformar o sacerdócio numa carreira, pois, o sacerdócio não pertence ao homem, mas,  ao sacrifício de um homem, Jesus Cristo.

Nos tempos atuais, observamos a  transformação do homem em qualquer coisa, menos no homem que deveria ser, a partir da perda da personalidade, dos valores, do verdadeiro sentido de ser e existir. Vemos o alavancar de processos corrosivos da integridade humana,  da calúnia como valor agregado, e a perseguição como principal fundamento a ser pleiteado, em meio às negociatas envolvendo até mesmo quem deveria ser exemplo de conduta e respeito.

A Igreja no Brasil acaba por se perder engessada nos próprios dogmas e doutrinas de pessoas que se intitulam donos da igreja, onde utilizam “palavras proféticas”, que acabam por não se cumprirem justamente pelo fato de não terem sobre si a verdadeira Luz do Espírito Santo.

O que há é uma guerra desmedida entre homens que nada têm de espirituais, à semelhança do que nos alerta a Palavra sobre os lobos em pele de cordeiros.

Aos que são fiéis à verdadeira doutrina cristã, cabe defender os interesses da Palavra Sagrada através da verdadeira igreja, não impondo, mas, esclarecendo a todos que buscam pela verdadeira verdade o que foi fundamentado, e as armadilhas que tentam armar para que venhamos a errar e cair nas mãos do inimigo, de forma a perdermos a verdadeira salvação.

(Bp Jurandir Argôlo)

“O Senhor te abençoe e te guarde:

O Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti.

O Senhor sobre ti levante o seu rosto, e te dê a paz.”  (Nm 6:24-26)