O LAÇO DO PASSARINHEIRO

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De forma humilde, como servo e instrumento sob a autoridade  de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, e em comunhão com o Espírito Santo de Deus, saúdo a todos os irmãos, ensejando que a Graça e a PAZ do Altíssimo estejam derramadas sobre todos.

A experiência de vida atesta que todas as pessoas, sem distinção, são marcadas pela maneira de viver, a partir do que se apresenta ao redor como fator de influência, que acaba por modelar toda uma trajetória, segundo as perspectivas que se apresentam impulsionando visões e vertentes de ação e pensamento; e sabedores de tal situação, em que pese o escrever das páginas que delineiam  um padrão de vida a ser alcançado, vislumbra-se a existência de um agente que provoca “starts espirituais” interagindo na vida das pessoas, “transformando-as”, sem contudo observar os exemplos fundamentados nas Escrituras Sagradas, como forma de se buscar o nível apropriado de comunhão espiritual necessária ao processo de salvação, causando turbulências  e brechas para as investidas astutas do inimigo.

Nos dias atuais, uma formula vem crescendo em aplicação com o jargão de “aproximar” mais o homem de Deus,  o chamado “Encontro com Deus” patrocinado por algumas igrejas seguindo um modelo visionário concebido e não discernido, surgindo como agente  propiciador de uma fé, onde ao homem semideus tem em si o “domínio da vontade de um  espírito”, sendo ele, o interlocutor e detentor da doutrina a ser seguida, condição essa que não encontra respaldo na Palavra Sagrada fundamentada.

Sabemos que o que foi legado ao povo cristão através dos ensinamentos bíblicos é que o verdadeiro Encontro com Deus se dá a partir de um querer entronizado que impele a um quebrantamento que não se explica, mas, que se sente no âmago como uma vontade incontrolável de querer ser parte do Alto a partir de um esvaziar-se que leva a humilhação de si próprio, literalmente dobrando tudo aquilo que resiste e tenta impedir de ser diferente ante o todo espiritual que se faz presente prescrevendo o que é contrário a vontade dos céus.

A Palavra Sagrada ensina que todo aquele que se quebranta de coração se aproxima de forma inquestionável de Deus, sendo tocado no espírito que desperto despreza de forma veemente todo orgulho, toda soberba, todo sentimento de independência espiritual, colocando-se no mais baixo dos patamares à mercê da vontade Soberana de Deus PAI, permitindo-se inundar  de temência e total dependência que faz levitar e assumir toda uma condição que não se descreve, mas, que desarma e inflama.

Quando verdadeiramente nos quebrantamos de coração estando em espírito e verdade na comunhão com o Espírito Santo de Deus, interiormente eclode  o sentimento do “não abrir mão da bênção” que se instala de forma automática a partir do sentimento de dependência de Deus, onde a partir daí se busca por Ele, clamando-O a todo instante pedindo, implorando por Suas bênçãos e pelo prover das unções advindas dEle que tira todo o medo de desamparo e abandono, mesmo que em meio as dificuldades, não se abrindo mão dessa bênção por nada que se apresente como alternativa, dessa forma fazendo que se adquira uma mudança total do caráter que até então se imaginava ter,  a um evoluir  que muda toda uma história, mudando aquilo que se é, e se tornando conhecido no plano espiritual com um novo eu, que  faz  ser diferente a forma de ser, a forma de pensar, a forma de agir, a partir de um comportamento renovado, totalmente transformado, consumado pelo querer desperto de estar diante de  Deus.

Quando há o encontro com Deus, aflora a posição de servo desejando o melhor lugar do mundo que é estar no centro da vontade dEle, Deus, respeitando a Sua vontade  que deseja o arder dos corações com a Palavra fundamentada por  Jesus Cristo, que leva a um avivamento através da chama do Espírito Santo, e que impele a dizer: Eis-me aqui, Senhor, usa-me da forma que quiseres.

Para que haja um encontro com Deus, exige-se disciplina, dedicação, esforço, e vontade própria, fatores essenciais que conduzem a uma vida espiritual repleta de plenitude  que credencia de forma irrevogável  a um ouvir a Palavra de forma diferenciada onde a fé transpira plena confiança, fazendo com que a boca confesse que somente Jesus Cristo é o único, bastante e exclusivo Salvador, o nome sobre todo nome e Senhor dos Senhores, recebendo de forma irrestrita, a Ele, Jesus Cristo, crendo que Ele deu Sua vida em sacrifício à cruz do Calvário para o perdão dos pecados, resgatando, lavando e remindo, fazendo com que o reino celestial enxergue a condição adquirida como Filho de Deus.

O verdadeiro encontro com Deus se dá partindo da premissa de não ser submetido a doutrinas outras, dogmas e visões humanas, independendo de participação de grupos, de acampamentos, e/ ou locais pré-estabelecidos, uma vez que o verdadeiro local para o encontro com Deus está no interior de cada um, átrio esse exclusivo e acessível como verdadeiro monte reservado de um para Um, de espírito para Espírito, discernido pelo querer mais profundo que alicia e quebranta, versando com voz silenciosa que não cala e não permite o apagar do fogo que queima e edifica.

O verdadeiro encontro com Deus se dá quando dentro de si próprio se assume o lugar que foi concedido, a partir do entronizar da Palavra Sagrada que leva à presença do Senhor,  onde com o rosto no pó se reconhece a voz que suavemente instrui, acalenta e envolve; voz calada que fala exclusivamente ao coração da alma, que acalma e diz: “ TU ÉS MEU…”, puncionando em contrapartida a marca indelével do Espírito Santo que entranha por entre as narinas como cheiro suave, um perfume exclusivo que  não se imita, impregnando todo o ser como um toque que toma posse e libera unção.

O encontro com Deus deve ser o desejo primeiro de todo aquele que busca pela verdade espiritual, não permitindo quaisquer tipos de interferência e ofertas mundanas, que tão somente atrapalha o verdadeiro encontro, pois, viver sem Ele é viver em pecado, e o salário do pecado é a morte, e estar preparado para o encontro com Deus é aceitar o desafio de ser totalmente dependente dEle, pois,  não sabemos o dia, nem a hora da vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, mas, sabemos que o dia do encontro  é inevitável e está próximo.

As “novas visões” estão aí cerceando e oferecendo “opções doutrinárias”, desviando condutas de ministérios e líderes até então conceituados na fé,  mas, como tudo na vida, não há mal que dure e nem oculto que não seja revelado à luz da verdadeira justiça e Sabedoria de Deus PAI, cabendo a cada um de nós, enquanto imbuídos de ser verdadeiramente seguidores da verdadeira e sã doutrina,  buscar de forma incessante pela Sua semelhança, não permitindo que heresias e padrões anti-bíblicos, que sorrateiramente se instalam oriundas de revelações duvidosas, finquem colunas, estacas de uma sustentação sem bases espirituais legítimas, provando ao Deus vivo a quem servimos e que estamos aqui como atalaias, mesmo que o preço seja a nossa própria vida, pois, sabedores também somos que essa vida não nos pertence, uma vez que fomos comprados com preço de sangue na Cruz do Calvário, comprados para pertencermos somente a um: Jesus Cristo.

Que as bênçãos celestiais estejam sobre todos, e que a busca pelo verdadeiro encontro com Deus seja a sede pela presença dEle em suas vidas, a partir de uma entrega humilde e vazia de si próprio, a partir do átrio que escondido está liberado apenas para o adentrar de nosso Senhor Jesus Cristo que à porta está aguardando ser recebido.

(Bp Jurandir Argôlo)

“O Senhor te abençoe e te guarde; 

O Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti;
O Senhor sobre ti levante o seu rosto e te dê a paz.”  ( Nm 6:24-26 )