Cresce o déficit de vagas de creches em SP. Ou: Haddad, um bom candidato a diretor de teatro amador

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A cada dia, a gestão do petista Fernando Haddad à frente da Prefeitura de São Paulo me deixa mais comovido. Desde que assumiu, entre outros feitos, ele mandou o Arco do Futuro para o espaço e decidiu aumentar o IPTU, usando como falso pretexto uma suposta obrigatoriedade legal. Já lhe ofereci a saída, que é um reajuste simbólico de 0,1%. Ele não aceitou, é claro. Mas e as criancinhas? Políticos adoram dizer que cuidam de criancinhas. Vejam este filmeco da campanha eleitoral do petista.

A gente sabe que o PT é um exímio criador de maquetes e realidades virtuais. Haddad já exerceu quase um quarto do seu mandato. O que terá acontecido com as creches no período? Leio nesta quarta, no jornal Agora, alguns números espantosos. Reproduzo:

“A fila da creche em São Paulo ganhou 11.040 crianças em apenas um mês, agosto deste ano. No mesmo período, a prefeitura criou apenas 959 vagas, segundo dados da Secretaria Municipal da Educação. Nesse ritmo, a prefeitura precisaria de 153 meses, ou quase 13 anos, para oferecer educação a todas as crianças do município — isso se ninguém mais entrasse na fila. A quantidade de crianças de zero a 3 anos e 11 meses à espera de vaga passou de 136.181, em julho, para 147.221, em agosto, último dado disponível (aumento de 8,1%). No mesmo período, as matrículas passaram de 211.784 para 212.743 (crescimento de 0,45%).”

Viram só? Como é mesmo? “Existe amor em SP”, né?, como repetiam os propagandistas de sua candidatura. Tanto existe que as criancinhas estão aumentando. O que não existe mesmo é creche. O pior é que a Prefeitura andou eliminando vagas. No dia 3 de abril, informava a Folha:

“A suspensão de contratos entre a prefeitura e o Instituto Rosária Barone, que administra três creches na região central e zona sul da capital, deixaram cerca de 300 crianças sem vagas. As creches Meimei, que atendia 110 crianças, e a Mater Christi, com 104 alunos, encerraram as atividades em 27 de fevereiro de 2013. Já a Pérolas de Maria, com capacidade para atender 96 crianças, fechou as portas anteontem, diz Siumara Martins, coordenadora educacional do instituto. O problema, de acordo com Siumara, começou porque a DRE (Diretoria Regional Ensino), do Ipiranga (zona sul), não aceitou notas fiscais emitidas pelo instituto.”

Não foi o único caso. Muito zeloso com o dinheiro público, numa outra penada, em maio, Haddad conseguiu fechar mais 700 vagas, conforme noticiou o Agora:

“Cerca de 700 crianças ficaram sem creche depois que a Prefeitura de São Paulo encerrou o contrato que mantinha com uma entidade que administrava três unidades nos bairros Cidade Julia, Jardim Cupecê e Americanópolis, todas na região de Cidade Ademar (zona sul). As creches deixaram de funcionar no dia 22 de abril. Com o fechamento das vagas, muitas mães deixaram de trabalhar porque não têm com quem deixar os filhos. É o caso da diarista Rose Maria do Nascimento, 42 anos, que tem uma filha de quatro anos matriculada no CEI (Centro de Educação Infantil) Rita Luiza da Cunha 2, em Americanópolis. ‘A creche fechou de repente. Ninguém da direção avisou para onde as crianças vão’, disse. O espaço atendia 284 crianças, segundo a Secretaria Municipal da Educação.”

Pois é…

Vejam este outro filminho de campanha:

Retomo
Haddad deve se candidatar a diretor de peça de teatro amador.

(Por Reinaldo Azevedo)

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/cresce-o-deficit-de-vagas-de-creches-em-sp-ou-haddad-um-bom-candidato-a-diretor-de-teatro-amador/