Nota Caso UTI Evangélico

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Nota para a imprensa

Os meios de comunicação repercutiram matéria segundo a qual o CRMPR teria instaurado processo ético, após conclusão de sindicância, contra médicos no caso que ficou conhecido como UTI/Hospital Evangélico. Como defensor da médica Virgínia Helena Soares de Souza, temos a esclarecer:

Os dados nos quais o CRMPR se baseou na sindicância decorreram do antigo conteúdo constante do Inquérito Policial. No Processo Criminal que corre perante a 2ª Vara do Júri de Curitiba, esses elementos indiciários policialescos já foram todos contrariados e dilucidados favoravelmente aos acusados;

Quando o CRMPR tiver acesso aos depoimentos das testemunhas de acusação e mesmo de respeitáveis médicos que já depuseram e deporão no processo criminal por força da defesa, ficará convencido dos equívocos científicos cometidos pelo NUCRISA e pelo MPPR. Tudo a seu tempo!

Assim como o médico auditor do SUS que no Inquérito fazia afirmações idênticas as da acusação da sindicância, e até mais gravosas, em Juízo, sob o crivo do contraditório foi enfático ao responder pergunta feita pelo advogado subscritor da presente: “… da leitura dos prontuários NÃO se pode concluir pela antecipação de óbitos…” (isto o CRM também não teve acesso);

Há, portanto, uma defasagem de tempo e provas entre a sindicância do respeitável Órgão (CRM) e o processo criminal. Do que consta da sindicância e relatório final, já foi provado em contrário no processo criminal. Em breve, aquele Órgão não terá dúvidas em absolver a médica Virgínia Helena Soares de Souza e demais.

No processo criminal está se provando não existir qualquer fato criminoso ou antecipação de óbito. Assim como nossa Cliente saiu de cabeça erguida em todas as vezes que estev e ao dispor da Justiça, sairá do CRMPR absolvida e desagravada. Tudo a seu tempo!

É nota.

Curitiba, 18 de outubro de 2013.

Elias Mattar Assad

Advogado