Freud explica por que as crianças mordem. Mas eu morro de vergonha

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Morro de vergonha de contar, mas é verdade: a Marina anda mordendo os amiguinhos, especialmente os coleguinhas da escola.

Desde o ano passado, minha filha vinha sendo vítima das mordidas dos colegas. Sempre levamos isso numa boa, o Roger e eu. Realmente nunca achei um problema.

Na escola da Marina sempre somos avisados quando uma criança é mordida ou quando nosso filho morde o filho de outra mãe, mas nunca sabemos quem é o dono dos dentinhos. O que acho certo, até porque já presenciei alguns pais bem indignados com a situação.

Confesso que estou mais incomodada agora, quando a autora da marca de dentinhos passou a ser a minha filha. Apesar de toda a conversa de Freud explica, Marina na fase oral, bebês explorando o mundo com a boca, blá, blá, blá, eu não gosto de pensar que minha filha morde outro bebê.

Pior, fico achando que é um sinal de que ela anda muito mimada, muito filha única. Ou seja, acho que a culpa é minha. Isso porque a maioria dos episódios, segundo relato das professores, ocorreu na disputa por algum brinquedo. Minha filha não aceita dividir. Coisa feia.

A psicologia diz que o ato de uma criança morder alguém próximo pode ser considerado absolutamente normal e condizente com a faixa etária e que esse comportamento aparece e desaparece à medida que a criança vai amadurecendo e encontrando outras formas de exploração do ambiente. Assim espero.

Embora constranja – e muito – os pais, a atitude se explica pelo fato de a boca ser a primeira fonte de alimento e prazer para os pequenos, desde a amamentação. As mordidas, até mais ou menos os três anos, também podem significar a primeira forma de comunicação dos bebês com o ambiente que os cerca, considerando que eles ainda não têm o domínio da fala. Mas também pode significar que a criança quer atenção.

Esse é outro ponto que me preocupa. Passei por um período tumultuado na minha vida pessoal. Também deixo a minha filha o dia inteiro na escolinha desde os cinco meses. E trabalho aos finais de semana. Será que isso tudo está fazendo com que a minha filha morda? É muita culpa para uma mãe só!

O pior é que me sinto de mãos amarradas em relação às mordidas da Marina, porque em casa ela nunca tentou morder, nem a mim, nem ao pai (nem à Blanca!). Sempre quando a professora me avisa que ela deixou sua marca na mão de algum coleguinha, eu converso, digo que fiquei triste em saber e que ela não deve fazer isso. O mais irritante é que ela se faz de desentendida, embora eu tenha quase certeza de que sabe do que estou falando. E acho também que o melhor é falar na hora da mordida (trabalho que é feito na escola, mas que eu também gostaria de fazer). Depois, parece que tem menos efeito.

Sem muito o que fazer no momento, além de esperar que a fase transitória passe (e logo) e reforçar com minha filha os conceitos de certo ou errado, aproveito para pedir desculpas aos pais das vítimas dos dentinhos de Marina. Saibam que do outro lado também há pais preocupados e interessados em criar um bebê feliz e amigável e que estamos junto nessa. A fase vai passar. Pelo menos essa.

Dicas para os pais

– Conversa é a melhor saída em todos os casos

– As duas crianças devem ser acolhidas pelos pais e escola

– Nunca se deve incentivar o revide

– Seja firme e claro com as palavras

– Use o rosto e as mãos para se expressar

(Freud explica por que as crianças mordem. Mas eu morro de vergonha – 07/06/2013)

(ap. Ely Silmar Vidal – skype: siscompar – fones: 041-41-99820-9599 (TIM) – 021-41-99821-2381 (CLARO e WhatsApp) – 015-41-99109-8374 (VIVO) – 014-41-98514-8333 (OI) – imagens da internet)

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