Com licença, eu vou ao mercado

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Um texto delicioso e inteligente, escrito por alguém que pensa e que utiliza sua massa cinzenta para atividades que contribuam para o crescimento do indivíduo no seio social.
Não conheço a dra Rosangela Wolff Moro, sei apenas que se trata de uma advogada e que além disso, é casada com o dr Sérgio Moro, mas posso afirmar em letras garrafais que a cada dia que passa, cresce mais a minha admiração por esse casal. Ela sobressai, até mesmo pelo fato de não fazer alarde de seu matrimônio e produzir pérolas como a defesa do juiz, protagonizado por ela, e entre outras coisas, agora me chega às mãos o texto abaixo.
Uma mulher digna, que não para seus afazeres por conta de ideologias baratas, e que além disso, ainda defende sua linha de pensamento com razões que nos levam a entender, que a Palavra de Deus comunica, instrui, corrige e orienta e que quem a segue, tem grandes chances de progresso e correção em seus caminhos.

“Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele.” (Pv 22:6)

Vemos que ele não anda à frente dela, e ela muito menos caminha à frente dele, porém, “pari passu”, como deve ser a jornada de pessoas livres no mundo moderno.
Sinto verdadeiro orgulho ao saber-me conterrâneo de pessoas tão distintas, e clamo a Deus a que me conduza, a fim de que eu possa pertencer mais e mais à essa sociedade que ressurge firme e caminha com passos certos a um futuro que tende a trazer paz e harmonia à todo o nosso País e exemplo para o mundo.

Leia e delicie-se na sabedoria desta mulher:*

“Depois de tanto falatório sobre as repercussões do Dia Internacional da Mulher não resisti ao convite para escrever um texto a respeito.

Semana passada, antes de ir ao trabalho resolvi dar uma paradinha no supermercado e ver com meus próprios olhos quem estava por lá. Sexta feira, oito e trinta da manhã. Com quem eu me deparo? Com pessoas. Homens, mulheres, crianças, idosos, idosas, famílias, tem pra todo mundo, afinal todo mundo come e não tem nada de errado ir ao mercado, seja você CEO de uma empresa ou uma dona de casa.

A discussão é outra. A discussão é que não há mais espaço para catalogar atividades como femininas ou masculinas.

Em uma de minhas voltas de Brasília me chamou a atenção o comunicado da cabine de comando. Voz de mulher. Faltou macho naquele voo, adepto da frase ‘mulher no volante, perigo constante’, revelar-se. E foi um pouso perfeito. Não fosse minha timidez, teria ido cumprimentar a comandante e também a companhia aérea. Competência e mérito não são uma questão de gênero.

Eu cresci achando que meu pai queria ter tido filho homem e que a natureza tinha contrariado o desejo dele. Eu achava isso porque nem eu nem minha irmã éramos poupadas de atividades de cortar a grama do jardim, de trocar o pneu do carro e de acompanhá-lo nas rodadas de chimarrão masculinas.

Aliás, em casa, saber trocar o pneu era requisito para poder sair de carro. E, para que o procedimento não fosse esquecido, de tempos em tempos o pneu aparecia furado. Sim, era meu pai, à maneira dele, pondo à prova a nossa capacidade de não sermos frágeis.

Passados os anos eu compreendi. Ele não queria filho homem, ele queria que fossemos independentes. E assim me tornei. Mas, claro, levava sempre no carro uma luva de borracha para não estragar as unhas esmaltadas, acaso tivesse que trocar o pneu.

Não somos frágeis. Falta aprendermos que a maior independência que uma mulher pode ter é de realizar as suas próprias escolhas sob uma única influência: a da sua própria vontade. É sempre mais fácil culpar o marido, o namorado, ou namorada, os filhos, o chefe ou o trabalho, porque se algo der errado, há alguém a quem atribuir a culpa pelo insucesso.

Se admitirmos que a escolha é nossa, somente nossa, assumimos a consequência. Não deu? Tenta de novo, tenta de outra maneira, mas não desista.

Não admita nenhuma forma de violência. A frase que mais amo é da Alice Walker: “Não pode ser seu amigo quem exige o seu silêncio ou atrapalha o seu crescimento”. Amizade ou amor constroem, não destroem. A violência física contra a mulher é preocupante e os números são alarmantes. Nada justifica a violência contra quem quer que seja.

Preocupa-me ainda mais a violência psicológica. Um roxo no olho é difícil esconder e essa visibilidade pode ser a força motivadora para a busca de ajuda. Mas o roxo da alma não. Esse hematoma na alma não deixa sinais visíveis e tem enorme poder de destruição. Destrói sonhos, destrói projetos, mata. E….. e você não tem que fazer greve de sexo, ao menos que você mesma queira. Você faz se você quiser e não faz se você não quiser. Ponto. Não pode ter outra regra. Não deixe ninguém dominar a sua vida, assuma o comando.

Agora, com sua licença, eu vou ao mercado, porque amanhã eu quero laranja no café da manhã.”

(Com licença, eu vou ao mercado – Rosangela Wolff Moro – advogada – 04/04/2017 – Foto: Alex Silva do Estadão)

(* ap. Ely Silmar Vidal – skype: siscompar – fones: 041-41-99820-9599 (TIM) – 021-41-99821-2381 (CLARO e WhatsApp) – 015-41-99109-8374 (VIVO) – 014-41-98514-8333 (OI) – imagens da internet)

Que o Espírito Santo do Senhor nos oriente a todos para que possamos iluminar um pouquinho mais o caminho de nossos irmãos, por isso contamos contigo.

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