By Portal da Radio

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February 22, 2021

“Ando devagar porque já tive pressa.
Pressa de ir embora de largar tudo para trás.
Desistir da caminhada.

Mas hoje, hoje não.

Hoje ando que nem siriema no pasto devagarzinho, medindo os passos.

Com a coragem para ficar e cantar a cada por do sol.

Ando devagar no passo curto de meus filhos.
No passo lento de meus pais, porque se acelerar o passo, corro o risco de deixar os filhos para trás.
Não ver eles crescer, desabrochar, virar flor.
E se apresso demais, posso perder quem sabe, a última primavera dos meus pais antes da chegada do outono da vida.

Ando devagar para poder olhar por onde piso e assim não esmagar nada e nem ninguém, por causa da minha desatenção ou minha forma ainda egoísta de caminhar.

Ando devagar para perceber o Sabiá cantador,
o canarinho afinado,
o joão-de-barro caprichoso que com o barro esquecido no canto da estrada faz o seu lar.
Quero também ser assim: Um João de Barro da vida, que faz do barro que a enxurrada oferece, as paredes de si mesmo, forjada no capricho do trabalho e no efeito do tempo.

Ando devagar, para pensar um pouquinho mais antes de agir, e escolher as palavras certas, para não machucar ninguém, nem maltratar ninguém.

Ando devagar enfim, para ter tempo, para refletir numa ideia nova, para sondar um caminho novo, para aquietar a mim mesmo por alguns minutinhos; e poder escutar, quem sabe, no silêncio da caminhada a voz que guia para o caminho reto.

Ando devagar!”

“Ando Devagar” é um desenho perfeito, desenvolvido pelo Eduardo Gibelli, provavelmente, a partir da letra da música “Tocando em frente” (autoria: Renato Teixeira e Almir Sater).
Trata-se de um quadro primoroso desenhado por Gibelli, uma forma magistral que vi na leitura poético-musical.

Poesia “Ando Devagar” (Eduardo Gibelli)

Tocando em frente

Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso
Porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte
Mais feliz, quem sabe
Só levo a certeza
De que muito pouco sei
Ou nada sei
Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir
Penso que cumprir a vida
Seja simplesmente
Compreender a marcha
E ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro
Levando a boiada
Eu vou tocando os dias
Pela longa estrada, eu vou
Estrada eu sou
Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir
Todo mundo ama um dia
Todo mundo chora
Um dia a gente chega
E no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
E ser feliz
Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir
Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso
Porque já chorei demais
Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
E ser feliz

(“Tocando em frente” – autoria: Renato Teixeira e Almir Sater)

(ap. Ely Silmar Vidal – Teólogo: COJAE 0001-12-PF-BR; Psicanalista: CONIPSI CIP: 0001-12-PF-BR; Jornalista: DRT-0009597/PR e presidente do CIEP – Clube de Imprensa Estado do Paraná)

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Mensagem 30012021 – Ando Devagar – (Poesia: Eduardo Gibelli)

Aproveito para deixar claro que os trabalhos que tenho desenvolvido, são de pura e simplesmente divulgação do que acho interessante para conhecimento geral, e não busco ganho algum com isto, senão o de transmitir conhecimento.

Que o Espírito Santo do Senhor nos oriente a todos para que possamos iluminar um pouquinho mais o caminho de nossos irmãos, por isso contamos contigo.

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